Polícia prende professor suspeito de abusar de alunas em escola

As vítimas são alunas do Ensino Fundamental de uma escola no interior do Rio Grande do Sul e têm entre oito e nove anos

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Em Sapiranga, professor de Filosofia teria abusado sexualmente de pelo menos 13 crianças (Polícia Civil/Divulgação)

Polícia Civil de Sapiranga, na região do Vale dos Sinos, investiga um professor do Ensino Fundamental, suspeito de ter abusado sexualmente de pelo menos 13 alunas, com idades entre oito e nove anos. Todas as alunas confirmaram o abuso em depoimento à polícia. O homem, de 43 anos, que ministrava aulas de Filosofia, trabalhava em uma escola da rede municipal em Sapiranga, no Rio Grande do Sul, e é natural da cidade de Barcelos, no Amazonas. Ele vivia há cerca de um ano no estado e foi detido preventivamente na última sexta-feira (20).

De acordo com o delegado Rogério Baggio, o professor pedia para as meninas sentarem em seu colo e partir de então ele iniciava as carícias. “O professor ia fazendo cócegas até tocar nas partes íntimas das meninas. Ele fez isso com diversas crianças, inclusive colocando a mão por dentro das calças das vítimas”, explicou o policial. O Delegado Baggio ressaltou que qualquer toque com fim libidinoso é considerado crime de estupro de vulnerável, mesmo quando o ato não envolver penetração.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Sapiranga após a mãe de uma aluna realizar a denúncia ao Conselho Tutelar há cerca de duas semanas. Na terça-feira (24), agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do suspeito e na escola onde ele trabalhava. Foram apreendidos, notebooks, um tablet e um celular.

Os equipamentos serão periciados. As alunas receberão atendimento psicológico e passarão por exames de corpo de delito. A Polícia Civil não descarta o envolvimento do suspeito em crimes da mesma natureza em outras duas escolas da cidade.

A pena prevista para os atos praticados contra qualquer pessoa menor de 14 anos, ou contra pessoas que apresentem alguma enfermidade ou deficiência mental, é de oito a 15 anos de reclusão, mas pode chegar a 30 anos se a vítima morrer em decorrência do ato.

(Com informações ESTADÃO)